Trajetória Profissional década de 30. Séc. XX
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1930:
Esta
década será marcada por acontecimentos que irão além do seu Pastorado nas
Igrejas do Pará. Irá assumir e se destacar como Presidente das Juntas, no campo
Batista. Significativas são suas cartas “Os Batistas no Pará”, que apresentam o
desenvolvimento do Campo Batista nesta região, e a difícil realidade dos
cristãos naquele tempo, onde além dos conflitos com os católicos, os sabatistas
serão forte influência dentro das igrejas batistas, com o intuito de conquistar
novos adeptos.
Vão
acontecer, também, várias Convenções, Reuniões, Assembleias e diversas viagens,
que nos farão imergir num contexto pouco conhecido por nós do século XXI.
E no final desta década, ocorrerá sua mudança
para o Rio de Janeiro (que naquela época era o Distrito Federal), assumindo o
Pastorado da Igreja Batista de Marechal Hermes e Anchieta.
Segue
abaixo alguns momentos, desta década:
- Março e Abril -
destaque no Jornal Batista (20 de março de 1930, p.4), sua fotografia como
Presidente da Convenção Batista Pará-Maranhão, “(...) que pela sua competência,
zelo e fidelidade, está imprimindo um notável e seguro desenvolvimento ao
trabalho do Senhor no extremo norte do país.”
Criam sob sua direção o jornal “O
Norte Batista” , “(...) O Jornal é bem redigido e impresso, em papel áspero
claro, tendo 4 páginas de formato um tanto maior que o Jornal Batista.” (JB, 8
de abril de 1930, p. 16)
- Maio e Outubro – visita
à Igreja de Fordlândia, Igreja de Curumucury, Alenquer, Igarapé-Assú.
Organização da 3ªIgreja Batista do Pará, a Igreja Batista da Pedreira, o qual
se tornou Pastor, além da Primeira Igreja e a de Castanhal.[1]
Em Castanhal, em 14 a 16 de novembro, acontece a Convenção Pará-Maranhão.
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1931:
- Maio – Participa
de Concílio para consagração ao santo ministério de Joaquim das Neves Mesquita
para pastorear A Igreja Batista de Pedreira.
- Novembro – Organização
da Convenção em Novembro na Igreja
Batista de Santarém.
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1932:
- Março – Retorno
dos trabalhos evangelísticos na Cadeia Pública de S. José. “Pediram-nos para
voltar sempre e no próximo domingo lá estaremos, se o Senhor o permitir. A
Primeira Igreja está atualmente com 4 congregações e o ponto de pregação da
cadeia. (J. Daniel, Carta “Os Batistas no Pará”. JB, 31/03/1932, p.14)
-Dezembro - Carta
“Uma visita ao Campo Amazonense”. Convidado pela Junta da Convenção Amazonas,
saiu de Belém no dia 6/09. J. Daniel realizou uma Série de Conferências
Evangelísticas na 1ª e 2ª igrejas de Manaus. E a convite do ilustre colega e
contemporâneo de estudos em Pernambuco Rev. Alcides Nogueira pregou na Igreja
Presbiteriana, que apesar de pequena, em seu rol de membros havia elementos
ilustres como o desembargador Bonifácio e família, e Dr Benjamin, membro da
Academia de Letras.
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1933:
-Fevereiro – Na
Carta “Os Batistas no Pará”, J. Daniel escreve sobre a 1ª Igreja de Belém, que
celebrou seu 36° aniversário de organização. Apresentando o relatório da
movimentação da igreja durante aquele ano, totalizando 169 membros. Destacou
que esta igreja foi a principal promotora do movimento convencional nesta
região, contabilizando 8 igrejas empenhadas na evangelização. E que futuramente
será utilizada uma lancha para a evangelização do Baixo-Amazonas, com a
generosidade do missionário Eurico Nelson e iniciativa da Convenção B.
Pará-Maranhão. Outra grande vitória é que depois de 25 anos a igreja conseguiu
se sustentar sem a ajuda da missão. “Na última sessão efetuamos o sepultamento
do monstro, ficando à boca da sua sepultura uma pedra de 51$100 de saldo.”
(J.D, Belém 2/1933. JB, 23/03/1933, p.11).
- Março, Abril e Maio - Será
marcado pela inauguração da Lancha Galiléia para visitar as igrejas do Baixo
Amazonas, e em Maio a organização do Colégio Batista Paraense. Uma Carta do
Estado do Pará (Os Batistas do Pará) relata uma dessas viagens. Junto com
outros irmãos foram visitadas as igrejas de Santarém, Alenquer, Igarapé-Assú,
Obidos, Curumucury e Biongo. Nestas viagens nem tudo são flores, como seu
relato abaixo:
No dia 4 de abril rumamos para a cidade de
Obidos. Esta etapa ia nos saindo muito cara porque íamos perdendo uma rapaz que
nos havia pedido passagem. O temporal da véspera fez cair 2 enormes paus
atravessados no meio do igarapé (Moamurú) a ponto de tornar-se necessário todos
cairmos n’água para arredar o obstáculo. O tal moço, muito arrojado, meteu a
cabeça entre o varal da embarcação e uma árvore. Como a correnteza fosse muito
violenta a força dos homens a cedeu. A lancha foi pouco a pouco se encostando à
árvore a ponto de quase vermos o rapaz estrangulado. Com o auxílio de Deus e
com um grande esforço conseguimos salvar o dedicado companheiro. (JB,
18/05/1933, p.14)
-Novembro – Acontece
a reunião Convencional nos dia 14 a 16 do p.p. Dos quais se encontravam Pastor
Isidro Lavrador, secretário correspondente da Convenção Amazonas e Acre, o
casal Eurico Nelson e seu filho Inorio Gordon e o irmão Dr. T.B. Stover. Ficou
decidido que por causa da distância os irmãos maranhenses resolveram organizar
a sua própria convenção, ficando a do Pará com o nome de Convenção Batista
Paraense, cujas igrejas unidas serão: 1ª Igreja de Belém, Igr. de Castanhal, de
Santarém, de Fordlandia, de Igarapé-Assú (Obidos), de Jurity, de Alenquer e de
Inhangapí.
Finalmente,
concluem a construção da casa que será o Colégio Batista Paraense, e suas aulas
iniciarão em 8 de janeiro. Que em 1934 contava com J. Daniel, Diretor, Rosa
Ferreira e Emilia Gama, professoras.
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