Trajetória profissional década de 30. Séc. XX
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1934:
-Junho - Participa
da 9ª Reunião da Assembléia Batista, de 19 a 26 de junho de 1934. Fala nas
noites dos dias 20, 22 e 24, com os respectivos discursos: “Os Batistas na
Amazônia”, “Dificuldades na Evangelização da Amazônia” e “Os Batistas no Pará”.
(JB, 7/06/1934)
-Agosto – J.
Daniel assume o Pastorado da Igreja de Villa Isabel, no dia 23, “todo o bairro
está sendo despertado por uma série de conferências, (...) e a alegria
transborda dos corações dos crentes.” (Emília Gama, Belém, 1/11/1934. JB,
6/12/1934, p.12)
-Setembro - Colégio Batista Paraense – além
dos já citados, se juntam ao quadro de professores: José Bandeira (de desenho),
Raymundo Nobre (de inglês)[1]
e Flodoardo de S. Barriga (de francês).
-Novembro –
acontece a Convenção Batista Paraense nos dias 14 a 16 deste mês, na Igreja de
Alenquer, Baixo Amazonas.
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1935;
Participa
de uma Comissão especial, sugerida na
Convenção de 1935, para entender-se com o Secretário Executivo da Junta de
Richmond, Dr. Charles E. Maddry, e estudar novas bases para o trabalho no
Brasil, por causa dos Movimentos Radicais que aconteceram na década anterior.
Esta Comissão teve como base os acordos de 1925, e foi composta por 15
brasileiros, e João Daniel do Nascimento foi um dos participantes. Este
grupo apresentou seu relatório na Convenção de 1936, no Recife.
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1936:
Notícias
da 1ª Igreja Batista, Belém, “Estado do Pará” por Adelina Ayres, “Ultimamente o
trabalho do Mestre, tem tomado mais incremento, notando-se nas reuniões da
noite, não só número maior de pessoas, como também verdadeira espiritualidade.
O Dia das Mães foi bem comemorado (...) e o sublime sermão proferido pelo
pastor J. Daniel, em tudo se fez sentir a sublimidade de ser mãe.” E destaca
que no dia 24 corrente, a igreja recebeu 9 membros por meio do batismo: Samuel
Julião da Silva, Normanda J. da Silva, Ananias J. Silva, Davi Gomes da Silva,
José Mansano Garcia, João Cyrne e Candida Almeida. E mais 5 membros da Igreja
de Villa Isabel. (JB, 18/06/1936)
-Convenção dos Batistas do Brasil, I.
Batista de Capunga de 21 a 25 de junho, Recife - Esta
Convenção marcou a história do trabalho batista no Brasil porque, finalmente,
houve um acordo com a Junta de Richmond para que os próprios brasileiros
traçassem seus projetos para a evangelização e preparassem obreiros a nível
nacional, tanto para os centros urbanos quanto para o interior, e os dois
Seminários. O relatório da Comissão
especial, sugerida na Convenção de 1935, foi votado e foram
criadas novas Juntas que ficaram com os seguintes nomes: Junta de Missões
Nacionais, Junta de Missões Estrangeiras, Junta de Beneficência, Junta do
Colégio D. Anna Bagby, Junta do Colégio Batista do Rio, Junta do Seminário do
Rio, Junta do Colégio do Recife, Junta da Faculdade Teológica Batista do Norte.
Onde, respectivamente, o Pastor João Daniel fez parte destas duas
últimas.
- Setembro e Novembro – no dia 2 de
setembro, o Pastor J. Daniel realizou no cemitério de Santa Isabel um magnífico
culto público falando sobre o tópico: “Podem os mortos ressuscitar?” E
aconteceu nos dias 14 a 16 de novembro a Convenção Batista Paraense, na I.
Pedreira. Correspondente Adelina Ayres (JB, 10/12/1936)
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1937:
Maio – Relatório
da 1ª Igreja B. Belém, destaque para o aniversário da igreja onde o Coro “Harpa
de David” entoou belos hinos. O resumo durante o ano de 1936 foi: Batismos 35,
na Congregação de Xingu 16. Recebidos por demissoria 8. Reconciliados 3, Total
final: 201. Demitidos por morte 5, por carta 4, por disciplina 4. Portanto, o
total do ano que findou foi 188 membros. (JB, 6/05/1937, p. 13).
- No dia 3, foi
promovido um culto ao ar livre, numa das principais praças de Belém; foram
distribuídos 400 evangelhos e os três oradores naquele culto foram: Augusto
Ferreira (diácono), Dr. Teixeira Gueiros e pastor da igreja João Daniel.
(Correspondente Adelina Ayres. JB, 20/05/1937, p.15)
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1938:
-Fevereiro – As
notícias sobre a 1ª I. Belém atualmente com 217 membros, teve durante o ano que
passou uma frequência de 9.724 pessoas, com uma média de 187 por domingo na
Escola Dominical. Além do trabalho na Cadeia Pública, ela acaba de abrir em
bairros da cidade mais duas Escolas Dominicais que funcionam pela manhã com ótimos
resultados. (Correspondente: Adelina Ayres, 22/02/1938. JB, 10/03/1938)
-Novembro –
Adelina Ayres destaca que a 1ª I. Belém continua com as Escolas Dominicais na
Cadeia Pública, Guarajá, Rua dos Pariquis e Marco da Légua. E o Colégio Batista
Paraense encerrou suas aulas e atingiu o número de 90 alunos e 9 receberam os
certificados primários. O Pastor João Daniel dirigiu no dia 2 uma reunião no
Cemitério de Santa Izabel, no qual tomaram parte os Pastores José Duarte, da
Igreja Presbiteriana e Manoel Pereira, da Igreja Batista de Santa Izabel. E a
U.M.B acaba de concluir um estudo no Manual da U.M.B professorado pelo nosso
pastor J. Daniel. (Carta escrita em 25/11/1938. JB, 29/12/1938).
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1939:
-Janeiro – Está
convidado para participar do
Programa da 25ª Reunião da Convenção Batista Brasileira, nos dias 24 a 27 de
janeiro, na cidade de S. Paulo, no primeiro dia da abertura da Convenção. ( JB,
8/12/1938, p.3).
-Fevereiro – J.
Daniel está arrolado, como participante, na Junta de Missões Nacionais e na
Junta do Colégio Americano Batista de Recife. (JB, 9/02/1939).
-Março –
Visitas do Pastor J. Daniel e pregação na I. Batista de Marechal Hermes,
Distrito Federal. (JB, 9/03/1939, p.15 e JB, 23/03/1939, p.15)
-Abril – Foi
notificado que o Pastor João Daniel foi
empossado como pastor da Igreja
Batista de Marechal Hermes, e o mesmo também irá pastorear a igreja de Anchieta, da qual o irmão
Capitulino pastoreava que por sua vez, irá pastorear a Igreja Batista de
Rosário, no Maranhão. (JB, 6/04/1939).
-Dezembro – Segundo
o Correspondente Julio Jacob, da I. B.
de Marechal Hermes (Distrito Federal):
“Todas as organizações estão entusiasmadas nos trabalhos; esforços e mais
esforços têm-se feito para liquidarmos a dívida da igreja. Damos muitas graças
a Deus pelo espírito de trabalho do nosso dedicado pastor. (...) A Escola
Dominical está de parabéns com os planos sugeridos pelo nosso pastor (...)
graças a Deus que o fogo já não está mais queimando palha, mas, cerne de
ipê.Tudo está melhorando.” (JB, 14/12/1939).
[1]
Falece no dia 18/12/1946, João Daniel escreveu que ele era evangelista da
1ªI.B. de Belém em 1910, e depois em Castanhal. Foi convidado para pastorear a
2ª I. B. de S. Luiz do Maranhão. Deixando o pastorado se tornou professor de
inglês no ginásio do Estado. Retornando a Belém, vai trabalhar no Colégio
Batista Paraense. Nos últimos tempos, volta a ser pastor de Castanhal. “Daqui
do Rio senti sincera e profundamente a partida do velho camarada.” (J. Daniel.
JB, 2/01/1947)
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